Fibromialgia é tema na Tribuna Livre
Representantes da Associação Nacional de Fibromialgia (Anfibro) e do Ambulatório de Atenção à Saúde da Pessoa com Fibromialgia, da Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), usaram o espaço para expor a necessidade do atendimento dessa doença na rede pública de saúde.
por Redação 29/11/2021 às 08:48 Atualizado em 29/11/2021 às 08:56

A fibromialgia, caracterizada por dor crônica que se manifesta especialmente nos tendões e nas articulações, foi tema da Tribuna Livre desta quinta-feira (25). Representantes da Associação Nacional de Fibromialgia (Anfibro) e do Ambulatório de Atenção à Saúde da Pessoa com Fibromialgia, da Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), usaram o espaço para expor a necessidade do atendimento dessa doença na rede pública de saúde. 

Cléia Nascimento, associada à Anfibro e diagnosticada com fibromialgia há oito anos, iniciou seu pronunciamento explicando que a espera para o tratamento da doença é muito longa pelo Sistema Único de Saúde (SUS).  Ela chamou a atenção para a importância de um local para o tratamento preventivo da síndrome, como o Ambulatório de Fibromialgia da Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), localizado em Criciúma. 

Representando o Ambulatório de Atenção à Saúde da Pessoa com Fibromialgia, a coordenadora Mágada Tessmann falou sobre o suporte que o ambulatório oferece para quem sofre com a síndrome. Com uma equipe formada por multiprofissionais como enfermeiros, fisioterapeutas, farmacêuticos, psicólogos e médicos, o ambulatório já atendeu, desde sua criação em setembro do ano passado, 291 pacientes de diversas cidades. 

Segundo Mágada, o acompanhamento no Ambulatório de Fibromialgia ocorre por três meses e depois o paciente recebe uma contra referência para a unidade de saúde de seu município. “Esse paciente não é da UNESC, é de responsabilidade do SUS. Nós estamos prestando um serviço, mas a responsabilidade de acolher esses pacientes deve ser do município”, pontuou a coordenadora. 

Flávia Mesquita, delegada da região Sul da Anfibro, citou a lei sancionada recentemente em Santa Catarina que institui o Programa Estadual de Cuidados para Pessoas com Fibromialgia e tem entre os principais objetivos a qualificação do atendimento do SUS para estes pacientes.  “A luta [da associação] sempre foi explorar a construção social da fibromialgia, principalmente no que diz respeito a políticas públicas de saúde. E agora, com a lei, o nosso próximo passo é lutar para colocar o tratamento multidisciplinar em prática”, ressaltou. 

A paciente do ambulatório, Giselli Cunha, observou que a fibromialgia é uma doença pouco conhecida e de difícil constatação, pois não é diagnosticada em exames médicos. Ela solicitou, por fim, que o Poder Público ofereça tratamento adequado para a doença, a fim de melhorar a qualidade de vida de quem sofre com a fibromialgia. 


  

Assuntos: Geral